
Nestes últimos dias tenho procurado uma solução para a minha falta de mesa em casa, preciso de algo pra estudar e trabalhar a partir de casa um ambiente quase home office. Minha esposa tem uma boa mesa mas é algo muito pessoal, pra utilizá-la tenho que lidar com o estilo de organização dela, trocar os notebooks toda vez vou trabalhar e por aí vai.
Diante desta situação resolvi averiguar preços e modelos de mesa, visitei algumas lojas e papelarias que vendem mesa para escritório e tudo que encontrei foi na base de 350 a 500 reais mais uma cadeira de média de 250 a 400 reais, somando tudo eu gastaria 350 + 250 = 500 reais para os preços mais baixos e 500 + 400 = 900 reais para os modelos mais caros - isso dentro da faixa estipulada. Achei muito caro e pensei em de repente eu mesmo fazer a minha própria mesa - que além de economizar uma grana serve de terapia. Fui procurar na web por projetos de mesa do tipo “do it yourself”, filtrando pelos projetos que mais gostei cheguei ao seguinte resultado.
Low-cost Big Desk
Um projeto todo em madeira bem bacaninha parecido com uma bancada. Os encaixes são bem simples e o que mais precisaria é de madeira e ferramentas - o que não é difícil pra mim, tenho um amigo que tem todo o material necessário para fazermos as peças. O que me desanimou no projeto foi o custo da madeira que hoje em dia não tem estado muito baixo - mesmo aqui no mato-grosso.
Do it Yourself Home Improvement
Esse é um site com várias dicas de como construir móveis e utilitários para sua casa como prateileiras, estantes e penduricalhos de todo tipo. Lá encontrei um projeto de mesa bem legal que vou falar sobre mais abaixo.
Modular Computer Desk
No site que mencionei no tópico anterior encontrei esse projeto - How to Build a Modular Computer Desk - que me pareceu ser o melhor entre os que eu pesquisei e selecionei. Ele contrói uma mesa usando tubos metálicos de encanamento de água - acho que de água aquecida - e usando muito pouco de madeira, os materiais usados podem ser encontrados em lojas de ferragem ou de materiais elétricos e dando uma olhada na sala de onde trabalho pensei em uma pequena adaptação que seria usar canaletas metálicas de rede.
A demonstração é feita através de um vídeo disponível no site e fotos além do projeto em si, então fica muito difícil errar na montagem o vídeo é repleto de dicas que vão desde como cortar os tubos até o alinhamento das peças no momento da montagem.
Fuçando eu descobri que o projeto dessa mesa veio do site simplifiedbuiding.com que possui uma série de outros projetos também do tipo “do it yourself”.
Decluttered.com
Ainda nas minhas andanças por um projeto de mesa encontrei esse site - o decluttered.com - que dá dicas de como esconder a bagunça de fios e cacarecos do tipo modems, access point, hub, e outros que muitas vezes acabam ocupando espaços preciosos da sua mesa - no meu caso esses cacarecos ficam em cima da geladeira, isso mesmo! da geladeira. Vale apena dar uma olhada.
Existem vários textos e anotações na web sobre git-svn, que explicam pra que serve e como usar mas não encontrei explicações de como o git-svn se integra com o git e etc. Então vão alguns entendimentos que consegui extrair da minha segunda experiência com o bichinho - vale lembrar que fiz todas as operações de manutenção do meu repositório svn através do git-svn mas depois de alguns dias ralei pra repetir o que já tinha feito.
O git-svn entra uma camada abaixo - na verdade ele não é nenhum tipo de plugin ou módulo ele simplesmente mete a mão no frango dentro da panela - do git, o bacaninha entende os formatos do svn e do git, então com um git-svn fetch por exemplo o que ocorre é o seguinte 1) faz um co do repositório remoto e 2) cria os indices do git depois é só trabalhar como se fosse um ref do git mesmo.
Quando não se tem nada previamente carregado no repositório svn e se tem tudo comitado em um git - você já trabalhou um mês nos seus fontes mas só no git porque o git vem primeiro - você precisa criar uma ref remote que pode ser feito através do git-svn init svn+ssh://user@host/repo por exemplo. Eu uso o git-svn init pra não ter que ficar lembrando da sintaxe do arquivo .git/config - é claro que depois eu faço alguns ajustes na mão para os nomes e caminhos
ficarem mais condizentes e padronizados.
No repositório svn remoto eu simplesmente crio-o com svnadmin e depois faço um import inicial de “nada” - svn import -m “mensagem” pasta_vazia file://caminho/do/repo/ - só pra criar a revision 1 que o trac 0.10.3 precisa - mas aí trac são outros quinhentos.
Depois disso é só continuar na seqüência de pedir para o git-svn fazer o fetch - lembrando que depois disso assumimos o git puro e crú -, aí é checkout e merge depois de trabalhar com as branch do git local é só fazer o merge final - preparar o commit - e pedir para o git-svn mandar tudo pra nós - dcommit.
A bagunça toda fica organizada assim:
1) git-svn init svn+ssh://user@host/repo
1.1) fazer o ajuste que for necessário no .git/config
2) git-svn fetch remote_escolhido # ou svn por padrão
# a partir daqui é git pura e simplesmente
3) git-checkout -b svn-cmt remote_escolhido
4) git-merge master
# aqui volta o git-svn a final ele é quem conhece de svn ![]()
5) git-svn dcomit
# voltamos para os domínios do bom e velho git
6) git-checkout master
# fecha o boteco e “vamobora”
7) git-branch -D svn-cmt
Agora não esqueço mais. Entender o que está fazendo é bem melhor que decorar receitas de bolo. Bingo.